terça-feira, fevereiro 11, 2014

Vai cuidar do seu umbigo!

Desenvolvedores de aplicativos de celular de plantão, tenho uma idéia e gostaria de doá-la a vocês - mas caso vc fique rico com ela, aceito uma gorjeta de 1% do lucro (pra fazer caridade).
Por favor, criem um aplicativo "Cuide do seu umbigo!", pras pessoas baixarem e cuidarem de seus próprios umbigos, e não importunarem as outras.

Já pensei em todas as funcionalidades: 
  • Um desenho de um umbigo - foto é muito dramática. Para ser tipo seu "umbigo virtual", tamagoshi.
  • Compartilhamento e divulgação fácil do aplicativo, de preferencia pelo facebook: para você enviar como presente para pessoas que precisem cuidar de seu próprio umbigo. "Ae camarada, tenho um presente que vc pode não curtir mas é bem útil.. segue o link!"
  • As pessoas que cuidam bem do seu umbigo podem receber nota para isso e publicar no facebook tb, para quando discutirem com alguém poderem argumentar: "eu cuido do meu umbigo, olha só". desta forma saberemos quem cuida do próprio umbigo e quem não cuida.
  • Umbigo junta sujeira, farelos.. é preciso limpar sempre!
  • É preciso dar banho e lavar o umbigo!
  • Umbigo também gosta de brincar, brinque com seu umbigo ou com o umbigo dos outros colocando a boca e assoprando (que nome tem isso?), como fazemos com criança pra fazer barulho. Umbigo gosta! Faça um umbigo feliz. BRRRHHHUUUUU!!!
  • Adote o umbigo de alguém, se ele permitir... Assim vc pode cuidar do umbigo de outra pessoa com a permissão dela por escrito. Tem cois amelhro que isso?!
  • Compartilhamento no instagram: vc pode tirar fotos do seu umbigo curtindo muito suas viagens, bares e afins! Afinal seu umbigo é descolado e tem instagram! :)
Quando entrar numa discussão com alguém e este alguém mandar vc cuidar da sua vida, mostre a ele que seu umbigo esta limpo e feliz, que vc esta fazendo sua parte e deixe seus amigos sem argumento!
=]


terça-feira, janeiro 28, 2014

O Jeitinho e o Segurança de balada


Me perdoem os bons brasileiros se eu, em minha medíocre existência porventura criticar sua pátrica amada, idolatrada (salve, salve): os Estados Unidos.
Não sei se estou certa, também não quero dizer que o Brazil é um pais melhor que os EUA. Nem medir numa balança quantos problema se quais pesam mais em uma competição Brasil x EUA. Apenas quero acalmar os animos dos brazucas, sempre tão humilhados pelos seus iguais. A gente enxerga aquilo que quer enxergar - se você quiser enxergar problemas no Brasil, vai se deliciar com a tarefa. Mas a gente não precisa "pegar tão pesado" nas auto-criticas. Tem sempre "um jeitinho" de olhar que pode diminuir o problema...

Sim! O jeitinho! É dele que eu quero falar... E cheia de dedos, começarei.. Mentira, sou polêmica, vou direto ao ponto sem dedos mesmo: Acho que concordamos que "dar um jeito" em tudo é uma habilidade que exige criatividade, flexibilidade e empatia - e pode ser usada para o bem ou para o mal. No Brasil temos infinitos casos de uso para o mal, como corrupção, suborno, gambiarra, abuso de poder, etc. Geralmente, a conotação jeitinho é para corrupção ou outras gambiarras para benefício próprio. Porém, o mesmo jeitinho também "bota água no feijão pra vir mais um".  Muitas vezes o jeitinho é dado quando o 'outro lado' entende que a regra não é muito coerente e usa o bom senso para quebrar a regra com uma exceção.

Hoje estava ouvindo uma rádio de Boston e discutia-se uma polêmica: Aprovação (ou não) de uma lei que permite habilitação para imigrantes ilegais. Na rádio pessoas ligavam e diziam que "não existe mais regras nos eua", se "é ilegal como pode ter carteira de habilitação regulamentada?"

Veja bem... Será que isso não é um jeitinho brasileiro modelo exportação? O que ficou na minha cabeça é que os EUA paraece que quer institucionalizar "o jeitinho" quando é para benefício próprio (dos americanos ou do Estado). Vamos aos fatos: qual o interesse dos EUA deportar essa massa de imigrante ilegais que trabalham por um valor muito abaixo de um cidadão americano, faz o trabalho sujo, não custa os mesmo benefícios de um cidadão americano e alguns muitos nem podem reclamar das condições de trabalho pois convivem com a ameaça de ser deportado - vide documentários sobre alimentos nos eua, onde mexicanos trabalham em regime semi escravo. De vez em quando a fiscalização vai la e prende um ou outro imigrante, mas, por ironia (ou jeitinho) nunca se prende o patrão americano que os contratou, mesmo que este vá até o méxico colocar anúncios atrativos para que as pessoas vá trabalhar para ele.

Porque, como ouvimos no Brasil, "nos EUA regra é regra, não tem jeitinho"... Não além do jeitinho que é institucionalizado pelo governo. Imigirante ilegal aqui é "ilegal pero no mucho". Tem conta em banco. Pode comprar carro. Pode casar no papel, alugar casa e tem até um plano de saúde para imigrantes ilegais. Só não pode ser americano e ser tratado como igual, porque aí já é forçar a barra, o governo vai ter que gastar com eles e o salário pode aumentar: não há economia que se sustente! Até consigo ouvir uma vozinha brazuca dizer "os caras são tão eficientes que até o jeitinho eles profissionalizaram" - e assim consideramos os EUA melhores em TUDO, até no jeitinho. Benzadeus, isso é que é organizacão!

Em algumas esferas mais abaixo, saindo da perspectiva global... Eu sinto falta do jeitinho. Não por necessidade de corrupção! Mas por bom senso e empatia. As vezes esta "falta de jeito" é falta de tato e dá a impressão, na maioria das vezes verdadeira, que existe má vontade do outro lado. Uma das frases que está me irritando MUITO ultimamente é "I'm sorry" - Urgh! "No, you aren't! And yes, you can do it!". "I'm sorry, I can't do this"é a frase mais "braço curto" que você vai ouvir quando insistir em alguma coisa. E eles dizem repetidamente, por isso me irrita. I'm sorry muitas vezes quer dizer: "não tem nada que eu possa fazer, sai da minha frente".
Por exemplo, compramos um liquidificador na Macys, na black friday e pagamos $90. Porém, depois de usado 1 vezes ele pifou. Voltei na loja e no balcão de atendimento a atendente já reclamou que eu estava devolvendo 'mais de um mes depois' . Expliquei que liquidificador não é um item que uso o todo dia para testar se ele continua funcionando, por isso demorou para notar que não ligou na segunda vez. Bufou, fez o estorno. Eu queria o mesmo liquificador, então ela disse que teria comprar um novo no preço atual, uns $130. Tentei argumentar e ela "I'm sorry", não posso fazer nada. Pisei firme. Insisti "porque eu sou brasileira e não desisto nunca". Ela disse que estava sorry, e para fazer o mesmo preço ela precisaria falar com a gerente. Eu disse que esperaria e continuei ali na frente dela (isso os irrita). Ela ligou e a gerente não estava na mesa "I'm sorry", não tem ninguém na mesa. Não sai do lugar. Então ela tentou ligar pra outra pessoa e falou a situação e pronto, aprovação do preço por telefone em menos de 5 segundos - prático como EUA quando não está sorry.

Não é o único exemplo. E nem todo jeitinho dói outrém. Agendei meu teste de direção por telefone, sexta X de Novembro 4 pm. Não tinha carro e você precisa levar um que preencha todos requisitos do site. A locadora que me alugou um carro pra dirigir onde eu quiser no eua sem limite estava "sorry" que não poderia me autorizar a usar o carro em um teste de direção (só em todos os outros lugares). Pedi a uma colega de trabalho que mal conheço duas coisas que eu considero quase prova de amizade verdadeira: o carro emprestado e se ela poderia me acompanhar no teste como sponsor (no horário de trabalho) - porque eu posso digigir na estrada com carteira de motorista do Brasil, mas para fazer o teste preciso de acompanhante. Chegando lá na hora agendada, a má notícia: algum engano e a prova foi marcada para 31 de Dezembro (e eu estaria viajando na data). O avaliador estava sorry, disse que não tinha nada que ele poderia fazer. O motorista que realizaria o teste as 4 faltou, ele teria que ficar sentado 1 hora na mesa dele esperando o compromisso das 5. Minha colega insistiu. Ele estava mesmo sorry, e não pode me avaliar porque meu nome não esta na lista - a lista era um papel sulfite com nomes. Eu teria que ligar para agendar. Ele se sentiu sorry de novo porque o coordenador estava ocupado e não poderia autorizar isso de forma rápida. Realmente ele sentia muito porque ele repetiu isso umas doze vezes, e recomendou reclamar do atendimento já que eles agendaram dia errado. Mas ele não poderia fazer nada, além de esperar 55 min o motorista das 5 e se sentir sorry por mim. Posso estar enganada, mas no Brasil uma pessoa terrível e corrupta iria dar um jeito nisso, e ao invés de ficar coma bunda sentada na cadeira já que havia uma janela estava disponível por uma falta e eu tinha pronto para o teste estava no horário - do dia que agendaram errado. No Brasil eu sinto que teria feito a avaliação - porque não prejudicaria ninguém e o procedimento era passível de "gambiarra". Que país horroroso!

Para fazer a prova escrita também tive problemas e tive que voltar outro dia. Precisava levar um sulfite impresso, o formulário I-94 que é usado na requisição do social security - porque somente o passaporte não comprovava que minha data de nascimento era a do passaporte. Pelo que o Ale me disse, ele fez a prova sem levar este formulário para comprovar que a data de nascimento do passaporte está correta. Será que algum brasileiro atendeu ele? Não tive a mesma sorte engraçado que o mesmo passaporte é o único documento necesário para comprovar sua idade em um restaurante, e te permite pedir bebidas alcólicas. Mesmas bebidas que eu consigo comprar em liquors usando minha carteira de  motorista brasileira em portugues, nem pasaporte precisa. Mas esta não é aceita em restaurantes como comprovante de idade (só em liquor store). Além de ter muitas regras, elas nem sempre são coerentes. Algumas vezes não vejo muito ganho seguir todas as regras já que elas não apontam pra mesma direção.

E qual é a moral da história? O problema não é o jeitinho em sí, o problema são pessoas que não tem ÉTICA usarem o jeitinho para benefício próprio - e malefício dos outros. Quando o jeitinho acomoda todos em situações "ganha-ganha", bóra fazer valer e alinhar estas regras "na unha"! Me orgulho das pessoas éticas que sempre dão um jeitinho criativo para fazer a vida de outras mais fácil. E também a mesma admiração a quem usa a regras no preto e branco para que todos possam ser mais iguais. Entendo e concordo que políticas das massas a gente tem que fazer a regra valer para que tudo funciona melhor, e não a do jeitinho - e por isso nossa admiração a um país que aplica regras  a rigor.
Mas algumas regras não trazem benefícios a ninguém e nem a um conjunto de pessoas, pessoas que questionam regras não são necessariamente baderneiras. E algumas pessoas que quebram as regras não são necessariamente corruptas. As regras existem porque o bom senso não pode ser lei.

Na esfera pessoal, temos diferentes papéis. Os que executam regras sem questionar são os chamados  "segurança de balada". Não acho que precisamos seguir esta filosofia para ser uma país decente. Precisamos refazer e melhorar as regras, tornar a burocracia eficiente, incentivar a ética e punir corrupção - não vamos fazer revolução e um país melhor de se viver simplesmente acabando com jeitinho. Poderíamos lavar, polir e usar o jeitinho como patrimonio cultural - já que vivemos em um país "tão sem cultura", dizem por aí...

domingo, dezembro 15, 2013

quinta-feira, dezembro 06, 2012

O Discurso do Método - Anotação II e magia dos livros usados...

"Enfim, para a conclusão dessa moral, decidi passar em revista as diversas ocupações que os homens exercem nesta vida, para procurar escolher a melhor; e, sem que pretenda dizer nada sobre as dos outros, pensei que o melhor a fazer seria continuar naquela mesma em que me achava, isto é, empregar toda a minha vida em cultivar minha razão, e adiantar-me, o mais que pudesse, no conhecimento da verdade, segundo o método que me prescrevera. 
Eu sentira tão extremo contentamento, desde quando começara a servir-me deste método, que não acreditava que, nesta vida, se pudessem receber outros mais doces, nem mais inocentes; e, descobrindo todos os dias, por seu meio, algumas verdades que me pareciam as mais importantes e comumente ignoradas pelos outros homens, a satisfação que isso me dava enchia de tal modo meu espírito, que tudo o mais não me tocava. Além do que, as três máximas precedentes não se baseavam senão no meu intuito de continuar a me instruir: pois, tendo Deus concedido a cada um de nós alguma luz para discernir o verdadeiro do falso, não julgaria dever contentar-me, um só momento, com as opiniões de outrem, se não me propusesse empregar o meu próprio juízo em examiná-las, quando fosse tempo; e não saberia isentar-me de escrúpulos, ao segui-las, se não esperasse não perder com isso ocasião alguma de encontrar outras melhores, caso as houvesse
E, enfim, não saberia limitar os meus desejos, nem estar contente, se não tivesse trilhado um caminho pelo qual, pensando estar seguro da aquisição de todos os conhecimentos de que fosse capaz, julgava estar seguro da aquisição de todos os verdadeiros bens que alguma vez viessem a estar em meu alcance; tanto mais que, não se inclinando a nossa vontade a seguir ou fugir a qualquer coisa, senão conforme o nosso entendimento lha represente como boa ou má, basta bem julgar, para bem proceder, e julgar o melhor possível para proceder também da melhor maneira, isto é, para adquirir todas as virtudes e, conjuntamente, todos os outros bens que se possam adquirir; e, quando se está certo de que é assim, não se pode deixar de ficar contente." - Descartes

A dor e a delícia de saber, e saber mais =]

Pensamento que me ocorreu lendo o livro: o comprei em um sebo, então há resquícios de leitura de outra pessoa, como trechos sublinhados. A parte legal de pegar livro riscado é que a gente acaba prestando atenção no trecho que chamou atenção de outra pessoa. No mundo das idéias , este pensamento já estava latente para ela. No caso, a parte em negrito era o que estava marcado por esta pessoa.
 
O leitor anterior buscava alguma comprovação de Deus, já que trechos onde a fé estava em evidencia e a existência de algo superior era argumentada. Eu vou terminar o livro quase com a certeza de que não vou acreditar no mesmo Deus que esta pessoa vê e encontra evidências de sua existência, no mesmo livro que leio, onde eu encontro evidencias para outros assuntos - mas nada divino.

Lemos o mesmo trecho, mas a mim o que esta sublinhado saltou aos olhos... Mesmo prestando muita atenção no texto em negrito para captar a mesma mensagem especial ao outro leitor. As vezes relia para tentar entender o enigma, e mesmo assim não achei nada que saltasse aos olhos. E se você prestar atenção, nós entendemos mensagem quasde que opostas considerando o mesmo trecho de livro - e não foi por incoerencia do autor:
  • O leitor anterior descobriu um Deus que o ajuda em seu caminho, conforta e dá luz.
  • Eu achei uma busca desesperada e sozinha pela verdade, onde não se confia na verdade de outros homens e meu pensamento deve estar acima de tudo.
Poderia dizer que todos nós temos cabresto voltado para nosso eu - e eu não sei dizer até quanto isso é escolha e até quanto é puramente cultural e depende de nossa história e interação com o mundo... Porque nenhuma interação é plena, absorvemos só a parte que entendemos.

Dá pra entender, não sei se aceitar, porque discutimos veracidade de fatos todos os dias em quase todos argumentos - o mesmo fato ocorre iou é entendido diferente em cada pessoa. Fatos não podem ser recursos argumentativos por si só. O povo sabe, o pior cego é aquele que não quer enxergar. Mas quem enxerga? 

Os mais precipitados dirão Deus.

terça-feira, dezembro 04, 2012

O Discurso do Método - Anotação I

Trecho retirado do livro:

"Minha segunda máxima consistia em ser o mais firme e o mais resoluto possível em minhas ações, e em não seguir menos constantemente do que se fossem muito seguras as opiniões mais duvidosas, sempre que eu me tivesse decidido a tanto. Imitando nisso os viajantes que, vendo-se extraviados nalguma floresta, não devem errar volteando, ora para um lado, ora para outro, nem menos ainda deter-se num sítio, mas caminhar sempre o mais reto possível para um mesmo lado, e não mudá-lo por fracas razões, ainda que no começo só o acaso talvez haja determinado a sua escolha: pois, por este meio, se não vão exatamente aonde desejam, ao menos chegarão no fim a alguma parte, onde verossimilmente estarão melhor do que no meio de uma floresta.[...] E isto me permitiu, desde então, libertar-me de todos os arrependimentos e remorsos que costumam agitar as consciências desses espíritos fracos e vacilantes que se deixam levar inconstantemente a praticar, como boas, as coisas que depois julgam más." - René Descartes


Explico o porque do trecho te rme animado, é uma velha discussão formada sobre tudo, onde outra debatedor defende que de nada serve ter uma opinião. Seu argumento é que opinião é sempre a favor de somente um ponto de vista (o do argumentador), e estará certa para ele, neste momento, neste local, neste "agora". Em algum outro ponto de vista pode estar errada, e com certeza estará, porque não existe o certo ou a verdade absoluta. Portanto defende-la não é algo racional, já que você estará defendendo uma pequena e temporária verdade ou até defendendo algo muito errado de que tem convicção de estar certo. A posição "em cima do muro" é estatisticamente a posição mais correta para ser adotada, já que nunca é possível ter a certeza do correto posicionamento.

Não preciso mencionar que esta postura não me agrada, pois sou mente inquieta. Mas ser mente inquieta não é argumento para trazer outras mentes para discussão, então por isso a felicidade de encontrar a resposta mais lógica neste trecho destacado... Segundo Descartes, em sua analogia esta pessoa ficaria perdida no meio da floresta. 

O que não é ruim  para quem não quer chegar a lugar nenhum e satisfeito com sua condição e matematicamente protegido pela suas seguras indecisões. Esta pessoa não perde seu tempo em caminhos errados depois de uma longa jornada.

Mas quem quer ir além, precisa se arriscar e sair desta condição geográfica...

quarta-feira, novembro 28, 2012

Sociólogo e pensador, de verdade

Fugindo dos Gols do Fantástico domingo e sofrendo com a TV aberta, fomos nos abrigar naquela canal mais culto e não necessariamente mais chato ou difícil de entender, pelo contrário, explica tudo (TV Cultura). Explica tudo e de uma forma bem melhor que eu consigo fazer, como por exemplo no café filosófico que estava passando, Zygmunt Bauman estava dissertando sobre um assunto que postei semana retrasada. Claro, ele é infinito melhor que eu nisso e conseguiu agregar mais informações que eu, na minha humilde experiencia e mediocridade de pensamento.

Então segue pra vocês a conclusão sobre o post "viajando na maionese" na visão do sociólogo Zygmunt Bauman, na íntegra aqui. E o resumo das palavras finais em linhas gerais aqui:

Segundo ele, se opinasse nos meus comments ele resumiria: "Somos aquilo que nosso caráter define dentro das oportunidades de nosso destino".

Ou como colocado por ele, o indivíduo é formado por duas coisas: destino e caráter:
  • Destino porque nascemos com uma condição, em uma determinada data, época, condição financeira, cultura - ou seja, não controlamos. E este destino vai afunilar nosso leque de opções sobre que caminho podemos escolher. 
  • E caráter é o que vai determinar suas escolhas dentro deste leque de opções. Portanto, cada caminho é algo muito particular, individual.  Por isso não há receita ou caminho para felicidade. As pessoas que imitam o modo de felicidade de outras traem sua própria felicidade, seu próprio caminho e gostos.
Mais 90 anos de estudo e eu consigo elaborar um discurso claro e leve como o dele. =]

sexta-feira, novembro 16, 2012

Ativistas de Redes Sociais, apertai-vos!

Se blog ainda é considerado uma espécie de rede social, vamos ativar!



Esta tirinha dos malvados é ótima. Tão boa quanto o comentário da Rita Lee a favor da Claudia Leitte:

 "Meter o cacete no conforto do anonimato é fácil. Apresentar-se em ninho estranho não é para maricas."

Marica que sou, protejo meu nome, minha identidade - e muitas vezes até pensamentos mais elaborados para protege-los do tédio. 

E venho através deste blog, que já foi mais radical e dinâmico: cheio de intolerância e polêmica mais excitantes, exercendo meu papel de ativista-de-facebook-marica para apontar o dedo para... 

Nós!

Porque maricas unidos e alinhados com o mesmo objetivo podem alguma com esta nova ferramenta de comunicação.



Os maricas franceses conseguiram muito no passado. Agora temos tanta estrutura (comunicação mundial em poucos minutos) e motivação (problema a dar com pau), como será que podemos apertar este gatilho?

Não sei a resposta. Mas apertar é um verbo e requer a ação de um sujeito.

Juntando milhagem na maionese


Como não me canso se ser repetitiva, porque é desta forma que podemos elaborar mais crenças e torná-las real, vim aqui adicionar uma palavra as opções: "Você é aquilo que você decide ser (e negocia) - sendo ser o conceito: penso, logo existo".


Para mim a primeira palavra é decisão, não pode ser nem escolha. Porque escolha é um tanto quanto passiva, como se vc sempre tivesse duas ou mais opções e apontasse para uma. Decisão envolve análise e processo decisório, onde você inclusive pode decidir que nenhumas das alternativas será escolhida e criar uma nova. Para mim, "o leme" da nossa vida é o que decidimos - e efetivamos. Chato, nada poético e com muito suor.

Não seremos tolos ou apressados em responder que, como somos o que decidimos: decidi ser imperador, logo serei. Com os pés devidamente apoiados no chão, utilizando todas as variáveis e constantes do mundo real e considerando todas as possiveis limitações - temos um poder de decisão restrito. Uns mais restritos que outros. É por isso que algumas pessoas podem decidir que querem ser divas outras não. Umas podem decidir seguir em frente com sua idéia e ser um gênio, outras passarem fome e assim por diante.

Boas decisões são resultados de uma análise bem feita sobre o que você é e o quem você tem no momento X (porque a linha do tempo não para). Com uma margem de erro para mais ou para menos baseado no acaso, popularmente chamados sorte e azar e fator de risco pelos administradores. Bons resultados é quando a decisão é realizada e o acaso não mela com tudo. Sucesso são boas decisões realizadas com um certo alinhamento dos planetas.

Funcionaria simples assim se vivêssemos isolados. Porém, cruzamos com pessoas o tempo todo e temos relacionamentos amorosos, profissionais, amigáveis, familiares e estranhos que impactam diretamente nossas decisões. Inclusive, da mesma forma que decidimos também sofremos as decisões de outros que interagem conosco. Sejam estas decisões: um fim de relacionamento, uma divida, uma dor, um mal humor, uma alegria ou seja lá qual foi a decisão do próximo - somos impactados e dependendo do grau de comprometimento, podemos até compartilhar da responsabilidade da decisão de outrem.

Quando falamos de tomar uma decisão em conjunto, conceituamos negociação. Diferente do mundo profissional, onde reconhecemos que um processo decisório está sendo tomado pois há uma indefinição, uma reunião com hora marcada... Na nossa vida tomamos decisões e executamos sem perceber. E a ignorância é uma arma poderosa, por isso produzimos tanto esterco (eufemismo mode on).

Em uma aula de negociação e gerenciamento de conflitos que tive, não esqueci o que o professor disse: "Estamos negociando o tempo todo, seja para comprar um sorvete, escolher emprego, escolher o almoço ou que filme vamos ver domingo a noite, que canal de tv assistir, escolher horário da reunião. Uma pessoa que pratica tanto alguma coisa fica boa nisso (sobre esportistas e músicos, por exemplo). Porque ainda falhamos tanto na comunicação e sempre entramos em conflito?". Refleti e a aula ajudou bastante a perceber: não percebemos isso. O timing da nossa vida é diferente. Decido sem perceber que estou decidindo até. Fazemos tanto isso que é automático, como dirigir. O que não quer dizer que a cada vez que dirigimos nos tornamos melhores motoristas.

Se você leu até aqui... Pode ter batido aquele pensamento de: vou me policiar. OU, se você é mais controlador, assustado porque percebe que é impossível estar atento a tudo que acontece com você e os outros para controlar a vida e fazer ela andar rumo ao sucesso. Se você é do tipo que adora procrastinar e chegou até aqui, vai pensar que um dia vai arrumar sua vida e a partir deste dia vai começar a ser atento a suas decisões e negociações. Se você é normal, não chegou até aqui no texto. Mas se chegou e está tranquilo, você está comigo. Afinal, a vida sempre funcionou assim a gente percebendo ou não e as coisas tem dado certo desde então. É uma regulagem natural, provavelmente todos estão comigo, porque no fim das contas nos atentamos a aquilo que consideramos importante - nossos valores. Não porque sabemos que não podemos abraçar o mundo: porque sempre tentamos.

Mas porque é uma regulagem natural do ser humanos que nos ajuda a ser mais feliz.

segunda-feira, julho 12, 2010

Inteligência Artificial


Acha engraçada esta correlação de busca? =]

domingo, junho 27, 2010

Comfort Zone.

Quando escrevi o post anterior não sabia o que iria falar ainda, mas queria seguir o padrão que uso para a maioria dos posts: uma reclamação, o exagero dela e com argumentações ordinariamente utilizadas e superlativas, e uma conclusão, que não seja na maioria da vezes a óbvia ou correta. Como Mimmy sabe bem, a polêmica é o objetivo do autor.

Um dos motivos que não falo o que penso é que eu não quero pregar uma verdade e dividir o certo do errado. Outro motivo é que uma conclusão mais racional considerando todas as variáveis de sentimentos e fatos e históricos que geralmente deixam o post extenso e finalizado em tom de tristeza ou de militante feliz buscando a paz mundial e harmonia entre os homens.
Mais principalmente: não faço porque e extenso.

De qualquer forma, o que motivou 90% dos comentários (mover: clicar, logar e escrever) foi a discordância do assunto.

terça-feira, junho 22, 2010

Capa dura

Não sei se é "coisa da idade", se a rotina, o trabalho, se é a calmaria ou a falta de novidade - ou até mesmo a busca constante dela. O fato é que tudo já se foi falado. O chocante é tão vulgarmente utilizado que o ácido do estômago já acostumou. E que não existe um Deus e nem uma saída fantástica que vai mudar tudo isso. Não adianta tentar buscar em livros que relatam e aumentam a beleza dos detalhes que só se encontram em narrativas. Não adianta buscar em filmes pois sem a edição de cenas temos o prolongamento do momento sublime até que ele se torne comum. Não adianta uma música boa pois não temos acompanhamento de trilha sonora. Não adianta se dedicar demais a uma coisa e deixar as outras de lado. Não adianta abraçar o mundo e não fazer nada direito. Não adianta deixar de sonhar para não correr o risco de não conseguir. Não adianta querer algo só porque precisa de um objeto para almejar.


É preciso raiva para seguir em frente, porque o amor amadurece.

segunda-feira, junho 21, 2010

Julgue pela capa!

Já julgava pela capa até os mais antigos que preveniam contra os males do julgamento "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Ora pois, não entendeste a malícia?

Apesar da constante recriminação e acusação de preconceito, continuando escolhendo nas locadoras o filme pela capa, quando não tenho indicações. Dá para catalogar principalmente o estilo (talvez até o enredo), por exemplo: tem dias que não estou a fim de pegar filme com capa preta e branca com armas e letras vermelhas. Naqueles dias de imebecilidade de cabeça vazia tem que ser filme com muita confusão e letras GRANDES E COLORIDAS em tons primários. Pra ver a dois, nem preciso escrever o casal e um conflito para o meio do filme...

A embalagem é feita pra atingir um público alvo, eu simplesmente facilito o filme encontrar seu verdadeiro alvo. E isso você pode levar como regra social, onde é sempre importante pelo menos checar a contracapa. Opinião mesmo só depois de 2 horas.

terça-feira, outubro 20, 2009

E aí, pai?


"Change this?"

Vendo esta cena pensei em meu pai, e ecoou "Você é do contra".
...
Ai o twitter me pergunta: change this?

segunda-feira, agosto 24, 2009

VENDE-SE 1 ALMA

Batizada / Catequizada / Crismada / Recebeu o corpo e sangue de cristo algumas vezes / Única dona / Encarnada há 25 anos na terra / Nunca foi possuida pelo demonho

Interessados deixar contato. Não aceita troca.
Negociamos sem preconceito de religião.
Sangue não incluso. Grata.

sexta-feira, agosto 14, 2009

ENC: EU

Postando e-mails de reflexão de uma tarde de sexta-feira.


Enviada em: sexta-feira, 14 de agosto de 2009 14:35
Para:  amigsomio@googlegroups.com
Assunto: EU

Na Tv aqui do projeto fica passando uns ppt com mensagens motivacionais com paisagens de praia e por do sol.
Engraçado que nenhuma mensagem motivacional de trabalho tem o escritório como motivação, mas enfim...
Num slide tem a seguinte frase: EVITE USAR A PALAVRA "EU".
 
Na época medieval, a igraja católica proibia sorrir nos mosteiros, porque o riso quebrava o medo, que quebrava o respeito que liberava a mente para reflexões e com ela os questionamentos.
 
Pensem...
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, julho 27, 2009

Poeminha de domingo


Era domingo,
Era zoológico,
Era um bicho,
Era uma paca,
Eram duas. Pacas.

Te adoro pacas.

domingo, julho 12, 2009

De repente, não mais que de repente

Da angústia fez-se a calma.

Não mais que de repente.

domingo, junho 07, 2009

Fim de semana

De tudo que existe na classe média, empresa privada é a mais "legal" delas.

É ela que escolhe sua postura, é ela que diz o que são defeitos e o que são qualidades, que roupa vc deve usar, se na sexta vc pode se vestir um tantin mais confortável ou com personalidade, até que horas vc deve trabalhar, quantas horas extras vc deve fazer, o que é valor, quanto trabalhar de graça pra impressionar, quanto é o valor de cada pessoa, hierarquia, quais são suas prioridades, como quem está abaixo deve se comunicar, libera férias, aponta falhas, dá uma razão pra sua vida... o que vc vai ser quando crescer?

"Fulano é dificil de tratar, mas com jetinho, conversando, amansando é possível negociar". Todo mundo sabe as fórmulas mágicas da comunicação, educação e repeito quando está de terno, das 8 da manhã as 6 da tarde. Tirou a gravata a importância do bom diálogo vai junto. Se esforça para entender "O cliente/chefe/funcionario" mas esquce de usar as mesmas técnicas quando com amigos/familia/relacionamento. O que move estas pessoas, dinheiro?

"Vestida assim pra trabalhar, não dá! Olha o tamanho do brinco! A saia tá 3 dedos acima do joelho". É engraçado como concordamos com um falso moralismo entre baias. E embora de menor importância, todo dia matar um pouquinho da liberdade de escolha de vestir, acaba sendo transportado pras horas de lazer. Afinal, um treinamento diário de pensar com censura se solidifica.

"Mas já vai sair? Está desmotivado?". Colegas big brothers ajudam a lembrar que o GRANDE OLHO está a nos observar. Mesmo que com piadas, o sentimento de culpa está presente. Um pouquinho de hora extra para mostrar comprometimento não faz mal a ninguém, faz?!

"Eu sou junior". Logo, quando eu abrir a boca para dizer a minha opinião, você como ouvinte por favor, filtre o que eu falo e certifique-se de que é verdade com alguém que tem um valor maior que o meu. Quando eu falar besteira, utilize meu valor para justificar. Quando eu acertar, diz que me superei.

"Fulano é foda, sério, trabalhador. Gente boa". Gente boa mesmo eu só sei se é perguntando pra mulher, filhos, mãe, pai e amigos. Fazer sucesso como mãe/pai/filho é um valor a ser considerado pra vida, mas pode ter certeza que pssoas do seu ambiente empresarial não vão saber disso. Então vc escolhe: fazer pra você ou para mostrar?

E uma lista infinita de coisas. Essas pessoas (eu e vc), sabemos na ponta da lingua o que fazer dentro das organizações. A cabeça tem que estar MUITO no lugar pra entender até onde é você que está decidindo sobre sua vida dentro e fora de uma instituição privada. É legal comparar nossos discursos de segunda a sexta com os de finais de semana.

Faça mais o que você gosta.

Obs: Meu objetivo não é dizer que "a sociedade é má" e "a empresa é feia boba", mas que ela tem regras, normas para que ela seja mais eficaz. Como participante ativo, podemos aprender as regras e pegar um atalho para conseguir o que queremos (dinheiro). Ou podemos executar tudo sem pensar e doar nossa vida pelo salário.

segunda-feira, maio 18, 2009

Porque testes não funcionam


Preciso de um exame de consciência profundo e uma excelente percepção do mundo externo pra conseguir responder esta. Como se a gente tivesse um comportamento padrão, né?

sábado, maio 02, 2009

Deu certo!

Inclusive com e-mails não cadastrados (perigo 2).