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terça-feira, janeiro 28, 2014

O Jeitinho e o Segurança de balada


Me perdoem os bons brasileiros se eu, em minha medíocre existência porventura criticar sua pátrica amada, idolatrada (salve, salve): os Estados Unidos.
Não sei se estou certa, também não quero dizer que o Brazil é um pais melhor que os EUA. Nem medir numa balança quantos problema se quais pesam mais em uma competição Brasil x EUA. Apenas quero acalmar os animos dos brazucas, sempre tão humilhados pelos seus iguais. A gente enxerga aquilo que quer enxergar - se você quiser enxergar problemas no Brasil, vai se deliciar com a tarefa. Mas a gente não precisa "pegar tão pesado" nas auto-criticas. Tem sempre "um jeitinho" de olhar que pode diminuir o problema...

Sim! O jeitinho! É dele que eu quero falar... E cheia de dedos, começarei.. Mentira, sou polêmica, vou direto ao ponto sem dedos mesmo: Acho que concordamos que "dar um jeito" em tudo é uma habilidade que exige criatividade, flexibilidade e empatia - e pode ser usada para o bem ou para o mal. No Brasil temos infinitos casos de uso para o mal, como corrupção, suborno, gambiarra, abuso de poder, etc. Geralmente, a conotação jeitinho é para corrupção ou outras gambiarras para benefício próprio. Porém, o mesmo jeitinho também "bota água no feijão pra vir mais um".  Muitas vezes o jeitinho é dado quando o 'outro lado' entende que a regra não é muito coerente e usa o bom senso para quebrar a regra com uma exceção.

Hoje estava ouvindo uma rádio de Boston e discutia-se uma polêmica: Aprovação (ou não) de uma lei que permite habilitação para imigrantes ilegais. Na rádio pessoas ligavam e diziam que "não existe mais regras nos eua", se "é ilegal como pode ter carteira de habilitação regulamentada?"

Veja bem... Será que isso não é um jeitinho brasileiro modelo exportação? O que ficou na minha cabeça é que os EUA paraece que quer institucionalizar "o jeitinho" quando é para benefício próprio (dos americanos ou do Estado). Vamos aos fatos: qual o interesse dos EUA deportar essa massa de imigrante ilegais que trabalham por um valor muito abaixo de um cidadão americano, faz o trabalho sujo, não custa os mesmo benefícios de um cidadão americano e alguns muitos nem podem reclamar das condições de trabalho pois convivem com a ameaça de ser deportado - vide documentários sobre alimentos nos eua, onde mexicanos trabalham em regime semi escravo. De vez em quando a fiscalização vai la e prende um ou outro imigrante, mas, por ironia (ou jeitinho) nunca se prende o patrão americano que os contratou, mesmo que este vá até o méxico colocar anúncios atrativos para que as pessoas vá trabalhar para ele.

Porque, como ouvimos no Brasil, "nos EUA regra é regra, não tem jeitinho"... Não além do jeitinho que é institucionalizado pelo governo. Imigirante ilegal aqui é "ilegal pero no mucho". Tem conta em banco. Pode comprar carro. Pode casar no papel, alugar casa e tem até um plano de saúde para imigrantes ilegais. Só não pode ser americano e ser tratado como igual, porque aí já é forçar a barra, o governo vai ter que gastar com eles e o salário pode aumentar: não há economia que se sustente! Até consigo ouvir uma vozinha brazuca dizer "os caras são tão eficientes que até o jeitinho eles profissionalizaram" - e assim consideramos os EUA melhores em TUDO, até no jeitinho. Benzadeus, isso é que é organizacão!

Em algumas esferas mais abaixo, saindo da perspectiva global... Eu sinto falta do jeitinho. Não por necessidade de corrupção! Mas por bom senso e empatia. As vezes esta "falta de jeito" é falta de tato e dá a impressão, na maioria das vezes verdadeira, que existe má vontade do outro lado. Uma das frases que está me irritando MUITO ultimamente é "I'm sorry" - Urgh! "No, you aren't! And yes, you can do it!". "I'm sorry, I can't do this"é a frase mais "braço curto" que você vai ouvir quando insistir em alguma coisa. E eles dizem repetidamente, por isso me irrita. I'm sorry muitas vezes quer dizer: "não tem nada que eu possa fazer, sai da minha frente".
Por exemplo, compramos um liquidificador na Macys, na black friday e pagamos $90. Porém, depois de usado 1 vezes ele pifou. Voltei na loja e no balcão de atendimento a atendente já reclamou que eu estava devolvendo 'mais de um mes depois' . Expliquei que liquidificador não é um item que uso o todo dia para testar se ele continua funcionando, por isso demorou para notar que não ligou na segunda vez. Bufou, fez o estorno. Eu queria o mesmo liquificador, então ela disse que teria comprar um novo no preço atual, uns $130. Tentei argumentar e ela "I'm sorry", não posso fazer nada. Pisei firme. Insisti "porque eu sou brasileira e não desisto nunca". Ela disse que estava sorry, e para fazer o mesmo preço ela precisaria falar com a gerente. Eu disse que esperaria e continuei ali na frente dela (isso os irrita). Ela ligou e a gerente não estava na mesa "I'm sorry", não tem ninguém na mesa. Não sai do lugar. Então ela tentou ligar pra outra pessoa e falou a situação e pronto, aprovação do preço por telefone em menos de 5 segundos - prático como EUA quando não está sorry.

Não é o único exemplo. E nem todo jeitinho dói outrém. Agendei meu teste de direção por telefone, sexta X de Novembro 4 pm. Não tinha carro e você precisa levar um que preencha todos requisitos do site. A locadora que me alugou um carro pra dirigir onde eu quiser no eua sem limite estava "sorry" que não poderia me autorizar a usar o carro em um teste de direção (só em todos os outros lugares). Pedi a uma colega de trabalho que mal conheço duas coisas que eu considero quase prova de amizade verdadeira: o carro emprestado e se ela poderia me acompanhar no teste como sponsor (no horário de trabalho) - porque eu posso digigir na estrada com carteira de motorista do Brasil, mas para fazer o teste preciso de acompanhante. Chegando lá na hora agendada, a má notícia: algum engano e a prova foi marcada para 31 de Dezembro (e eu estaria viajando na data). O avaliador estava sorry, disse que não tinha nada que ele poderia fazer. O motorista que realizaria o teste as 4 faltou, ele teria que ficar sentado 1 hora na mesa dele esperando o compromisso das 5. Minha colega insistiu. Ele estava mesmo sorry, e não pode me avaliar porque meu nome não esta na lista - a lista era um papel sulfite com nomes. Eu teria que ligar para agendar. Ele se sentiu sorry de novo porque o coordenador estava ocupado e não poderia autorizar isso de forma rápida. Realmente ele sentia muito porque ele repetiu isso umas doze vezes, e recomendou reclamar do atendimento já que eles agendaram dia errado. Mas ele não poderia fazer nada, além de esperar 55 min o motorista das 5 e se sentir sorry por mim. Posso estar enganada, mas no Brasil uma pessoa terrível e corrupta iria dar um jeito nisso, e ao invés de ficar coma bunda sentada na cadeira já que havia uma janela estava disponível por uma falta e eu tinha pronto para o teste estava no horário - do dia que agendaram errado. No Brasil eu sinto que teria feito a avaliação - porque não prejudicaria ninguém e o procedimento era passível de "gambiarra". Que país horroroso!

Para fazer a prova escrita também tive problemas e tive que voltar outro dia. Precisava levar um sulfite impresso, o formulário I-94 que é usado na requisição do social security - porque somente o passaporte não comprovava que minha data de nascimento era a do passaporte. Pelo que o Ale me disse, ele fez a prova sem levar este formulário para comprovar que a data de nascimento do passaporte está correta. Será que algum brasileiro atendeu ele? Não tive a mesma sorte engraçado que o mesmo passaporte é o único documento necesário para comprovar sua idade em um restaurante, e te permite pedir bebidas alcólicas. Mesmas bebidas que eu consigo comprar em liquors usando minha carteira de  motorista brasileira em portugues, nem pasaporte precisa. Mas esta não é aceita em restaurantes como comprovante de idade (só em liquor store). Além de ter muitas regras, elas nem sempre são coerentes. Algumas vezes não vejo muito ganho seguir todas as regras já que elas não apontam pra mesma direção.

E qual é a moral da história? O problema não é o jeitinho em sí, o problema são pessoas que não tem ÉTICA usarem o jeitinho para benefício próprio - e malefício dos outros. Quando o jeitinho acomoda todos em situações "ganha-ganha", bóra fazer valer e alinhar estas regras "na unha"! Me orgulho das pessoas éticas que sempre dão um jeitinho criativo para fazer a vida de outras mais fácil. E também a mesma admiração a quem usa a regras no preto e branco para que todos possam ser mais iguais. Entendo e concordo que políticas das massas a gente tem que fazer a regra valer para que tudo funciona melhor, e não a do jeitinho - e por isso nossa admiração a um país que aplica regras  a rigor.
Mas algumas regras não trazem benefícios a ninguém e nem a um conjunto de pessoas, pessoas que questionam regras não são necessariamente baderneiras. E algumas pessoas que quebram as regras não são necessariamente corruptas. As regras existem porque o bom senso não pode ser lei.

Na esfera pessoal, temos diferentes papéis. Os que executam regras sem questionar são os chamados  "segurança de balada". Não acho que precisamos seguir esta filosofia para ser uma país decente. Precisamos refazer e melhorar as regras, tornar a burocracia eficiente, incentivar a ética e punir corrupção - não vamos fazer revolução e um país melhor de se viver simplesmente acabando com jeitinho. Poderíamos lavar, polir e usar o jeitinho como patrimonio cultural - já que vivemos em um país "tão sem cultura", dizem por aí...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Boas novas

Jornal destak, ontem (terça, 16 dez/08) Não pode ser tabu' - Lula pede debate sobre legalização do aborto. Resumo: disse que pessoalmente é contra, porém o debate deve ser feito e provavelmente haverá um plebscito (o que eu não vejo com bons olhos, pelo menos mais pessoas além de mim vão conversar sobre isso e quebra um pouco a magia do tabu).
Vamos antecipar os debates populares, para isso usarei os comentários dos posts anteriores:

"O problema eh que sempre ha banalisacao e distorcao no mundo do homem branco. "
Banalização está ligada a valores. Minha mãe acredita, e todas mulheres do tempo dela também, que sexo não deveria ser banalizado. Porque para ela sexo é amor. Não é por isso que ela tem o direito de reivindicar que seja punido por lei o uso de camisinha. Este valor foi ela que atribuiu baseada na educação e crença dela. Valores baseados em crenças não podem virar lei.

"Imagina o aborto livre: ao inves de metodos anticonceptivos, seriam usados metodos posconceptivos. Nasceu, nao gostei, matei."
Nenhuma mulher quer abortar. Na nossa geração ainda tem as preocupações com a saúde, e um aborto pode deixar sequelas graves (tanto físicas quanto psicológicas). Hoje existe anticoncepcional para prevenção. Depois (ou antes?) que inventarm pílula do dia seguinte as meninas pararam de se prevenir? E, caso a resposta seja: não pararam de se prevenir (que se vc olhar no final do post é a resposta correta), acredita que mulheres se previnam da gravidez porque aborto é ilegal?

"Dai comecam as restricoes: apenas estrupo, apenas bebes sem cerebro, apenas adolescentes, apenas indigenas..."
Pois é, e matar na guerra pode, né? Quer dizer, por dinheiro e pelo Estado se pode tirar vida e quem é condenado depois?

"Isso que vc disse de ser questao religiosa vai virar palhacada 4. Religiao nao eh um registro oficial e voce pode criar a sua (eu acho). "
Portanto, uma crença: "A vida começa quando o óvulo é fecundado". Sim, uma crença, porque não em critérios científicas para determinar onde a vira começa. E esta crença é base de uma lei que impede o aborto.

"Na minha opinião vida é vida e morte é morte... ninguem tem direito nem de tirar e nem de criar..."
E é neste ponto que toda discussão vai chegar... mas afinal, onde a vida começa? 

terça-feira, novembro 25, 2008

Aborto: ISENTO

Na aula de geografia do primário aprendi um pouco sobre cultura indígena. Muito pouco por sinal. Sabia que na tribo eles viviam comendo raíz, caçando e pescando guerreando feliz. E que sua pele era melhor para andar no sol. Sua cultura respeitava a natureza e portanto a cultura do índio era algo sagrado e bonito. Índio não ter capitalismo. Índio agradece o deus sol, a lua. Índio tinha saúde até aparecer o homem branco e trazer doença... foi mais ou menos assim que estava o desenrolar da minha aula.

O tema era como aplicar nossas leis de homem branco com uma cultura totalmente diferente da nossa? E como preservar esta diferença? Como disse, a aula era de geografia, mesma aula que aprendemos sobre densidade demográfica e fazemos bolinhas nos mapas para mostrar concentração de pessoas. Como é dificil delimitar territórios, e consequentemente, aplicação das leis dentro dos territórios. O professor explicou que nossa leis de homem branco não vale pra eles. E citou um exemplo de um caso de uma índia, que vivia na cidade, foi indiciada por matar seu filho recém nascido. Porém, ela ainda preservava a cultura e a crença indígena. Na cultura desses seres que habitam o mato e preservam a natureza em harmonia, os índios aplicam a lei da seleção natural inclusive com seus rebentos. Pois bem, se tem muita mulher, não nasce mais mulher, mata. Se nasceu com alguma doeça: mata. A mão se isola e faz tudo sozinha, desde o parto até a seleção.

Nunca precisei fazer um aborto. E uso o verbo "precisar", pois é o verbo correto no caso de uma gravidez indesejada. Mas sempre que meu pensamento voa e eu me vejo no tribunal no lugar de uma destas mulheres, este com certeza seria meu argumento para lei não se aplicar a mim. Na minha cultura, meu ato não é crime. É uma necessidade. 

Onde a vida começa, antes ou depois do parto, não cabe a ciência responder. Há vida (claro), porém sem a mãe o feto não vive sozinho (dependente de outra vida)... por isso o nome: abortar a vida. Para os espíritas você está "matando uma alma". Para os católicos, matando e brincando de Deus. A verdade é que esta lei é uma lei religiosa, e não uma questão segurança pública - como deveria ser.

Por não ter uma religião, eu me declaro isenta.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Piada pronta

Japoneses criam curso para ensinar dizer 'eu te amo'
Uma associação criada por japoneses ensina os maridos a dizer "eu te amo" para suas esposas, além de estabelecer regras para demonstrar a devoção às parceiras em público e em casa.

...
Notícias relacionadas:
Companheiras
Japoneses buscam amor com bonecas.

Ritual reúne 80 homens seminus no Japão
Vestindo apenas tangas exíguas, cerca de 80 homens participam anualmente...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Quer dizer que toda esse migração na verdade é um intercâmbio?!

sexta-feira, novembro 30, 2007

Empreendedorismo

A noticia: Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de detenção e 200 chibatadas - Arábia Saudita

A mão de obra: Direitos Humanos - Brasil

A oportunidade: Vamos encaixotar todo esse pessoal e exportar pra Arábia Saudita.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Indio, ter seu orgulho!

Tudo bem que fazer tênis pra indio, anda descalço, tem cascão no pé, não precisa de tênis...
Mas fazer um tênis REDÍCULO deste jeito, que merdinha...
Como diz a música xuxa: "índio, ter seu orgulho!!!"

terça-feira, junho 26, 2007

A ilha quadrada existe!

A cidade de Riccione, no norte da Itália, abriu uma praia totalmente dedicada ao sexo feminino. Conhecida como a praia "cor-de-rosa", o local proíbe a presença masculina. No bar e no restaurante, nutricionistas elaboraram cardápios e coquetéis para as mulheres que não querem abandonar a dieta. Diversas formas de entretenimento, como cursos de cozinha e aulas de ginástica fazem parte da programação e, nas tardes de domingo, cabeleireiros, esteticistas, manicures e maquiadores estão à disposição das freqüentadoras.

A fixação com corpo é tanta que... sei lá, acho que elas se comem.

sábado, junho 23, 2007

Hip-Hop e postura

Não mudei de estilo e confesso que o som musical não me agrada. Mas aceito muita coisa que a princípio não me agrada "aos ouvidos". O que me impressionou, no mesmo livro, foi o depoimento do rapper em um pensamento despreocupado enquanto recriminava as atitudes de um pastor, que em sua fervura de fé era um chato pregador da verdade (sua verdade), amor e paz (seus). Apesar de estar bem nítido na minha cabeça o rap como som de favela, sabendo que é denúncia política e social, nunca me deparei coma importancia disso até que MV Bill cita como é hoje a cultura na favela. Não, não é o rap - somente. Mas invade axés, sertanejos e outras musicas pops e sem conteúdo que bancamos. O faustão é nosso cafetão de cultura prostituida. Porque seria diferente? Na favela ou nas multinacionais todo mundo quer ser bacana.

O que impressiona é ver um "membro da comunidade", nascido e crescido na cidade de deus, cuja história recebeu prêmio da Nações Unidas como Cidadão do Mundo ficar decepcionado ao ver que seu show mais se assemelha a pregação do pastor pedante falando de Deus e amor, sem que ninguém esteja na mesma causa. Sem querer alterar seu estilo e postura para um lado mais descolado, bonzinho, bacana e pop, ele é o mala.

Em todo lugar existe um mala. Eu diria que as pessoas no geral assumem dois rumos de papéis sociais: as chatas e a divertidas.

As divertidas são legais, sociáveis, vivem para si mesmas e por isso aproveitam muito, não pensam em ninguém e são um tanto egoítas, egoísmo esse que acaba divertindo os mais próximos e disseminando suas atitudes. Elas aceitam tudo porque sabem que não pode mudar nada. Fato que qualquer matemático facilmente comprova.

As chatas são cabeças duras focadas em um ideal que já morreu, por isso não motivam ninguém em sua causa, apenas chateiam com seus métodos e palavras que batem nas mesmas teclas de idéais. Não são menos egoístas, mas seu egoísmo é compartilhado por um grupo. O que não quer dizer que gere mais frutos positivos que a disseminação do humor das divertidas.

Não sei se escolhemos um dos dois grupos de pessoas. Nem existe uma forma certa ou escolha, e sim a mais natural que cada um toma, por cultura ou personalidade. Nem sei se existe diferença de cultura ou personalidade também...

Utilizar mais de 5 linhas para um post sério me enquadra no segundo tipo.

segunda-feira, junho 11, 2007

Los Gays

Alguns festejam, e muito. Outros compram. Outros sofrem preconceito. Outros ganham.
E ainda há aqueles que por uma noite fingem e acabam assim.

Se vc ainda chama isso de passeata GLS, não sabe que já estamos na LGBT.
(Ano que vem será LGBTE - Emo). Onde estão os simpatizantes?

Não sei o que essa passeata consegue mudar em um dia de carnaval. Talvez nos acostumarmos com a idéia e ver que o negócio aderiu bem.
Daqui uns anos serão forçados adotar uma postuma menos alegórica em mais política.Por enquanto só choques e recordes.

Ma-ra-vi-lho-sa.

terça-feira, maio 29, 2007

Sem assunto...

Ida de Sandy e Galisteu a casamento de Wanessa cria saia justa
Renderam comentários a ida de
Sandy ao casamento de Wanessa Camargo. Muita gente sabe que Sandy disse "não" quando Marcus Buaiz, que agora virou marido de Wanessa, tentou promover um show das duas. Isso foi a maior saia justa na época. É que Sandy tem preocupação excessiva com sua imagem. Já a chegada de Adriane Galisteu com o novo namorado também gerou falatório. Assim que Wanessa e Dado Dolabella terminaram o namoro, em 2004, Galisteu começou a namorar o ator. Wanessa nunca engoliu.
Ê mundinho fechado e financiado por nós.
Nós não, vocês, eu não financio isso.

domingo, maio 06, 2007

Humilde é o pensamento

"O mar é o maior exemplo de humildade
porque se coloca um pouco abaixo do nível dos rios
a fim de recebe-los
e assim se torna imenso"

...

Venho humildimente através deste post esclarecer algumas frases "motivators". Primeiro que o mar não é humilde. Humildade não é adjetivo para mar, assim como não existe preço humilde. Empregar corretamente os adjetivo nos ajuda a esclarecer os maiores mistérios naturais e desmistificar frases prontas elaboradas pelo pessoal de administração e marketing, que não sabem nem calcular média.

O que faz o mar se "encurvar" é a gravidade, não a humildade.

O mar pode, a exemplo da política brasileira, ser muito safado, pois fica ali abaixadinho discreto só roubando as águas de todos os rios pra salgar elas depois e torná-la não potável, não contente com a imensidão de água que já tem. Quanto mais tem mais quer ter.

E tenho dito.

quinta-feira, abril 19, 2007

Xou no Xoping

"O potrinho é o bezerro da égua
A batalha é o começo da trégua
Papagaio é um dragão miniatura
Bactérias num meio é cultura"
ARNALDO ANTUNES



(A acústica é uma merda, mas de graça)

quarta-feira, abril 18, 2007

domingo, abril 08, 2007

Orkut e a nova era da comunicação

Depois da tragédia vamos ao orkut da melhor amiga da menina no dia seguinte:
Além dos scraps pra menina que não está lá, um exagero gerado por essa exposição ao mundo. Fotolog, orkuts (e blogs ;). Antigamente era falta de educação atender celular em quase qualquer lugar. Terminar um namoro por telefone. Mas meu, hoje, cara! Tudo é motivo pra exposição! A dor de cada um, silenciosa é motivo de exibicionismo. E perguntar sobre velorório no orkut não soa algo tão natural pra mim. Não sei o que esperar desta nova geração. Não sei quantos paradigmas e regras pessoas terei que quebrar, nem sei baseadas em que elas são. Se tenho mesmo razão em me indignar ou foi só minha criação.

Enfim...Bem vindos a nova era. Aconselho vocês a deixarem seus orkuts sempre em ordem.

Sexta-feira santa em Americana

Vou descrever pela décima vez o que aconteceu. Não estou mais chocada e isso não choca quem ouve, só quem vive ali. Acabamos de comer no habbibs, eu e minha mãe. Quando um estrondo de batida muito forte acontece na mesma direção, do outro lado da avenida. Todos olham apontam e dizem: nossa. Em poucos segundos milhares de urubus, curiosos e festeiros estavam lá. Como enfermeira, minha mãe foi na frente tentar ajudar. Eu paguei a conta e fui em seguida. Atravessando a rua a cena que eu vi foi: uma menina jogada no chão, entre a calçada e a rua, outra há uns 5 metros na frente, uma perna de uma pessoa em baixo do astra prata, um homem deitado na grama. Estava indo em direção a minha mãe quando um menino passou consolando um muleque que chorava: "minha namorada!!", o outro o acalmava dizendo que ela só estava desmaiada que estava tudo bem. E sairam da cena enquanto alguns gritavam: "não deixa ele escapar, não deixa ele sair daqui!".
Outras meninas que estavam por ali curtindo me perguntavam o que aconteceu. Não sei. Vi minha mãe agachada pegando o pulso da primeira menina, loira, lá pelos 16 anos, piercing no umbigo, jeans colado e a blusa branca rasgata, saltando sutiã. O rosto mal dava pra ver, tinha sangue. Ela não se mexia. Dois espasmos, vomitou sangue. Outro procurou a bolsa dela e achou seu celular. "Aqui tem o número da casa dela". Pedi para que ele não ligasse. Dizer o que? Sua filha esta aqui estendida na Brasil. Uma outra enfermeira de pronto socorro chegou, pegou o pulso dela, viu a situação: "ela está tendo parada respiratório". Falou pra minha mãe: "olha, quase sem pulso. precisava de uma massagem cardíaca. Mas não tem aparelho"...
"Está em óbito, corre, vamos ver a outra alí". E quem estava ali em volta foi até o segundo corpo. Estava bem, gemendo de dor. Pedindo pra que soltasse a cabeça dela. Em volta as pessoas que viram repassavam a história: "ele estava fazendo zigue-zague, não acreditei que ia bater". "Ele atropelou elas, estavam na calçada". "Elas foram jogadas pra fora do carro". Destas, a última era verdade. "Tá viva, tá viva": gritaram do outro canto se referindo aos pés debaixo do carro, sobre a calçada. Este último não era verdade... Toda a massa cefálica desta última estava na calçada.
Chegou o resgate e tudo melhorou. Logo após o corpo de bombeiros. Evacuaram tudo. Todos gritavam pra eles deixarem a primeira menina, ignorar ela lá, não mecher na primeira menina, corre e olha a segunda que é a única viva, corre... E ali ficou um corpo, sem vida, mas com pai, mãe, irmã e amigos. Ninguém sabia quem era. Mas em alguem outro lugar, sabe-se lá exatamente aonde e com quem, estava minha irmã, da mesma idade, com a mesma vida frágil sujeita a qualquer coisa. E se algo acontecesse a ela, nessa hora ela ou qualquer pessoa estaria na calçada. Emergência é emergência. E estômago é pra quem tem tem. "Duas estão mortas". "duas não, acho que as três". "Uma tinha quatorze anos". "A outra tinha 17". "O menino estava dirigindo". "Você ouviu o barulho". "Fatalidades acontecem". "O que aconteceu, moça?".
E meu estômago não aguentou.

segunda-feira, março 26, 2007

Gás lacrimogêneo e seu destino

Cerca de 5.000 pessoas de várias religiões diferentes se reuniram na tarde deste sábado em um protesto contra o aborto, na praça da Sé, região central de São Paulo.

A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público. Para Pazin, o caso de Marcela é emblemático para o movimento antiaborto porque ele contrariou todas as expectativas médicas de que ela morreria logo após nascer. "Caiu por terra a tese dos grupos feministas e de quem defende a legalização do aborto. Ela mostrou que não é como a ciência quer, mas sim como Deus quer."

Irrelevante: A bebê usa capacete de oxigênio e ingere leite por sonda. Em dezembro, sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada. Já teve também paradas respiratórias, convulsões e febres. Os médicos afirmam que não dá para prever o tempo de sobrevida da menina, mas são unânimes em dizer que a possibilidade de ela vir a ter uma vida relacional ou independente está totalmente descartada.

Agora vamos brincar!
Jogo dos 7 erros: Encontre as inconsistências do discurso dos anencéfalos que estão na praça protestantando...

Nota: Para protestar contra o o bem estar social e a política bem aplicada, padre não vai...

segunda-feira, março 19, 2007

Lantejoulas - Parte II

Entreguei o dvd pra ruiva no balcão da 100%. Tentei passar na ficha do meu pai, mas precisava de autorização. Passei na da minha mãe e expliquei que a precaução era devido a minhã irmã que nos forçava a pagar multas de atraso (blá, blá, blá).
...
Três horas depois estava de volta, quando a moça ruiva de lápis nos olhos diz:
- Já viu o filme?!?
Surpresa com o reconhecimento, respondi:
- Hehehe... nem deu tempo de esquecer minha cara, né?
E ela curiosamente me falou:
- Eu reconheci pelo bracelete e a coruja (meu pingente).


Engraçado.
Sai pensando se isso era bom ou ruim....

Lantejoulas - Parte I

Sábado a noite me dei conta que não faço idéia onde está meu batom. Não sei quando perdi, não sei quando foi a última vez que usei.

quarta-feira, março 14, 2007

Conto de fados!

"Era uma vez um príncipe que estava procurando sua futura rainha. Ele foi apresentado a uma princesa, duas princesas... e se apaixonou por outro príncipe. Eles se casaram em uma linda cerimônia e viveram juntos felizes para sempre. "
...Contos de fadas homossexuais para estudantes britânicos
Os alunos no Reino Unido aprendem sobre a diversidade sexual e estruturas familiares alternativas desde muito cedo. Um esquema piloto patrocinado pelo Estado em 14 escolas elementares - freqüentadas por crianças de quatro a 11 anos - está gerando problemas por sua mensagem sexual liberal.- Uol

Assim pára com aquela viadagem de e-mail dizendo que homem-aranha é bicha, batman eh uma moça e etc..