sexta-feira, abril 04, 2014

MARGARIDA



Meus sentimentos a família Gaseta, “perna fina e bunda seca”.


Há 7 meses fomos surpreendidos com uma triste notícia sobre o estado de saúde da nossa vó Margarida. Estávamos até acostumados com “tantas surpresas”sobre o estado de saúde da véia, que odiava médico e hospital mas estava sempre querendo voltar para lá. Desta vez entendemos que era a última supresa e que o estado era irreversível. Daí a notícia tão triste: a certeza do fim próximo, a doença, a dor e a perda gradual de vida. Mas também um privilégio quase egoísta que tivemos: muito tempo para nos despedir, refletir e dizer o quanto ela é importante para nós. Oportunidade de fazer e cuidar para retribuir um pouco do que recebemos e se for o caso recuperar algum tempo perdido.


Apesar de soar como algo ruim, é com alívio que recebemos a notícia que a vó esta livre deste corpo doente. De uma vida que não era dela mais há algum tempo. Vocês conhecem a Margarida melhor do que eu, sabem bem que a véia é “não é fácil não” e que tem pavor de qualquer coisa que exige muita (ou pouca) manutenção ou “dá trabalho pros outros”. Sempre quis viver simples e quase tosca, sem que “ninguém enchesse o saco”. Usar a mesma camiseta e bermuda, o uniforme, todos os dias até que alguém esconda e jogue fora – mesmo tendo a gaveta forrada de opções de blusas que ganhou no aniverário, natal, etc. Sempre com a mania de esconder que estava passando mal “para não preocupar os outros” – como se isso fosse não preocupar mais. Comprando tudo do mais barato “porque é a mesma bosta”. Fazendo café e comprando pão, porque isso cura quase todos os males deste mundo. "Tem café" ou "Quer que faz café?".  Pra vó, comida significa: arroz, feijão, ovo e salada de tomate – “nada de frescura”. Na geladeira só margarina, águ e ovo, mas a gente insiste em abrir a cada 5 min. pra ver se tem algo novo. "Se eu ganhasse 1 real cada vez que vcs abrissem a geladeira, eu tava rica". Sapato é moleca, sempre foi. Preto. Não varia nem a cor. Não vai na missa “porque a turma fica olhando e comentando”. Enquanto podia andar, nunca pedia e não gostava de pegar carona. Não usa o cinto "porque aperta". Nem camiseta de gola, porque "sufoca". Não tenho nenhuma lembrança dela fazendo corpo mole, acho que se falasse isso para ela seria uma ofensa muito grande. E não para queita! Se não tinha mais nada pra fazer ou para limpar, rabiscava todo papel que tinha na frente. E se dooooa. Ela gosta muito de se doar, mas odeia receber cuidados e favores. Por isso, estes últimos meses da vida dela devem ter sido sofridos demais e não é “só” pela dor física que ela estava sentindo. Ela devia estar “brava que nem bixo” com esta condição. Ela não trabalhou tudo que trabalhou nesta vida e não passou por tudo que teve que passar para ficar deitada, imponente, contando os ‘dias extras’. Não é a gente que vai ser egoísta querendo que ela ficasse mais tempo, vivendo deste jeito que ela não merece.

Se não é por dias como estes últimos que a gente queria ela mais tempo com a gente, são por todos os outros! Cada um com suas lembranças em particular. Mas, como despedida, eu queria dizer porque eu vou lembrar da vó saudosamente: Primeiro porque ela era muito engraçada na sua sinceridade, e falava palavrão. “E ai vó, como estão as coisas?”; “A mesma bosta de sempre”. 

Acho que durante estes anos ela me chamou mais de “viadinha” do que de “Gabi”. Aliás, “Sua viadinha, sumida, esqueceu que tem vó?!!” eu traduzia como “Entra, senta e fica a vontade. Estava com saudades!!”. 

Não lembro se ela era homofóbica, mas chamava a mim e a todo mundo de “sua bixa”. Mas também falava isso “das bixa do estomago”. Falando em preconceito, porque o ser humano não é perfeito – mas estas imperfeições dão uma graça especial, até hoje eu racho de rir quando lembro que eu provocava e falava para ela que ela era racista e ela dizia: “Não sou racista! ...Eu até tenho uma amiga preta!”. E quando esta amiga vinha visitar ela ela falava pra mim “A minha amiga preta veio aqui hoje”. Hahahaha... Até hoje eu não sei o nome da “amiga preta”!

Sei que ela não fazia por mal. Mas era engraçado. Mas ela não era racista, ela não tinha um grupo de pessoas que ela não gostava. A verdade é que ela não gostava de ninguém mesmo! Rs... Ninguém que não fosse seus filhos e netos. Todo mundo na TV era feio e ninguém prestava. “Você acha este rapaz bonito? Eu acho ele feio”. “Bonito são meus neto”. Sorte dos “fio e neto” que tinha alguém que acreditava que eles eram mais bonitos que a Gisele Bundchen ou que o Gianecchini. Orgulho dos filhos, trabalhores. Orgulho de quando eram pequenos também “e os vizinhos não tinham o que falar deles”, “não saiam do portão pra dentro”. “Não brigavam”. “Tudo estudioso, inteligente e que não dava nenhum trabalho”. Orgulho do Zé, que dava trabalho mas que era inteligente e safado e “pulava a janela e se escondia debaixo da cama para não ir na escola”. Sempre vamos lembrar desta e de outras histórias. Do pudim pro Dinho. Das birras de irmã com a tia Angelina. Vamos lembrar até da tradição nobre Italiana que a vó ajudou a trazer, mesmo nunca tendo pisado na Itália. “Má quê Prégo!”

Odiava as “porcaria dessas novela”, mas assistia todas, xingando e torcendo pros personagens. Odiava filmes dramáticos “eu não gosto destas coisas melosas, de nhé nhé nhé. Eu gosto de filme de ação, de umas porradas”. Aliás, ela acabava com meu sonho de ter um avô numa destas frases transgressoras dela: “Vó, e ai? Não vai arrrumar um vozinho pra gente?” – “Eu não, credo!!!”. “Véio se agarrando!?”. “Eu lá quero saber de véio? Quero é saber dos meus netos”. Eu consigo reproduzir todos estes diálogos porque eles aconteceram repetidas vezes... Muitas vezes! Mas nada aparece tanto em todos discursos da vó quanto “os vizinhos”. Aliás, é a coisa que mais me lembra a vó. Ela vivia como se “Eles” (quem?) fossem onipresentes e oniscientes. Tudo era permitido ou negado baseado no que ela achava que os vizinhos diriam...

Lembrando disso tudo dá pra dizer que ela cumpriu com louvor sua tarefa de vó! E ainda conseguiu chegar e curtir um tempo como bisa! Diga-se de passagem, de um bisnetinho que é a coisa mais linda que este mundo já viu. Dá pra reclamar desta vida de tantos filhos e netaiada?! Para quem não ligava para o luxo, ela tinha tudo o que queria.

"Ó, vou te falar pro cê...", quando eu ficar velha vou fazer bastante coisa parecida: vou chamar meus netos de viadinhos, de bixa, vou teimar com tudo que eu puder – porque véio pode tudo; vou ser independente e não vou querer ninguém enchendo meu saco... E vou falar umas palavras em italiano só para ter mais estilo. Quando os netos desembestarem de falar tudo ao mesmo tempo eu vou gritar “Owww netos de tecelão!”, para manter a tradição de Americana, porque: "Quem tem dente chupa cana, quem não tem come banana". E vou roubar a gordura da picanha em todos churrascos falando que “é a melhor parte, seus trouxas”. De diferente, eu não vou dar bronca nos filhos e netos que bebem cerveja, vou ser mais o estilo tia angelina e além de beber, vou contar as histórias das 'véias bêbadas na praia'. Também não vou virar wisky escondida no buffet dizendo que “achei que era coca-cola” e quase parar no hospital por isso. AH! Vou fazer de tudo para não mimar meu primeiro neto e nunca tratá-lo como principe, porque todo mundo viu no desastre que isso deu! Rs...

Que a gente não perca estas e muitas outras memórias... Afinal, em memória da vó a gente vai sempre lembrar que precisamos manter a família unida. Não somente porque este era o maior desejo dela. Mas também porque só nossa família vai lembrar da gente assim, do jeito que a gente é, e com MUITO amor. Amor sincero, simples e quase tosco – mas MUITO real.

Vó Margarida, obrigada por me dar um significado bonito e carregado para a palavra .

Descansa em paz. A gente te ama!

...E “os vizinho” só dizem coisas boas de você... =]
E "a turma" tá triste em dizer adeus.

segunda-feira, março 31, 2014

EU NÃO MEREÇO SER ESTUPRADA

...O que você faria?

Se estivesse em uma lanchonete e chegasse uma menina obviamente "caindo de bebada". Logo em seguida chega um estranho e, 'vendo vantagem na situação', se aproxima e tenta convence-la de ir para um motel ou outro lugar (não sabemos qual, afinal ele é um estranho). Como as pessoas na lanchonete reagem ao notar isso?
Um programa americano fez o teste, com atores e cameras escondidas. Algumas pessoas vendo que a menina não tinha nenhuma consciencia do que estava fazendo, tomaram partido e tentaram impedir o estranho de levar a menina vulnerável dali. Em entrevista após a 'pegadinha', um dos homens que reagiu impedindo o rapaz de levar a menina até chorou ao explicar para o reporter o que o motivou a interferir: "a menina lembrava minha filha, por isso não deixei que isso acontecesse com ela".
Este teste trouxe uma supressa boa e nos fez até voltar a ter fé na humanidade. Mas o teste não acaba aqui. No teste seguinte, mudaram um pouco o cenário: a menina contiava com a mesma idade, porém, com roupas e comportamentos "piriguete". O resultado foi um desastre total, muito pior do que se poderia imaginar. Sem mais spoilers, veja o vídeo aqui e entenda porque a fé na humanidade acaba depois do segundo teste (depois continue lendo o texto): https://www.youtube.com/watch?v=V5Iyx6bShas
Este simples experimento, que provavelemnte omstraria resultados similares em boa parte do mundo, deixa muito claro que as mulheres NÃO PODEM ter a mesma liberdade de comportamento que os homens, pois fazendo isso elas estão muito mais vulneráveis a violência. Não precisamos desta caso apenas, mas aqui fica muito evidente que julgamos as pessoas pelo que elas "se parecem", da forma mais superficial que existe. E a partir do momento que colocamos um rótulo em uma pessoa, critica-la se torna uma tarefa simples. Casos como este (e no Brasil o experimento real "Geisy Arruda") mostram que roupa, além de cobrir o corpo, grita 'se você quer ter respeito ou não'. Violentadores separam as pessoas assim, você e eu as vezes também nos pegamos pensando assim. Só porque a maioria e só porque está enraizado na nossa cultura, não quer dizer que este pensamento é aceitável - e não precise ser mudado 'para ontem'. Esta cultura das cavernas incentiva a violência física, verbal e moral.


"Um navio está seguro no porto. MAS não foi para isso que os mesmo foram feitos" - John A Shedd.

No meio desta confusão da campanha "Eu não mereço ser estuprada", li este comentário de um colunista de um jornal influente no Brasil, criticando o IPEA (orgão que realizou a pesquisa) alegando que o problema dos 65% que acham que merecem ser atacadas foi um problema de comunicação. O argumento dele é que o uso da palavra atacar foi errado e que esta pesquisa está tentando enganar a gente: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/28/a-culpa-do-estupro-nao-e-da-mulher-mas-a-da-confusao-e-da-pesquisa-do-ipea-essa-sim-merece-ser-atacada/

Tenho certeza que o que ele pensa é o mesmo que muita gente com boas intenções pensam. Concordo que “Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros” pode ser interpretada de duas formas diferentes, embora discorde dos argumentos lógicos para isso. Explico: Pode até ser em algumas poucas situações o "bom comportamento" desperte a empatia de alguém que impeça o estupro ao invés de incentivar. Acredito que comportamento assexuado não contruibiu (pelo menos não de forma representativa) com a diminuição significativa dos casos de estupro, até porque definição de bem comportado varia de pessoa para pessoa, quem respondeu tinha um idal de comporatemento que nunca vamos saber qual é. O colunista disse não fazer idéia "se o índice de estupros diminuiria se as mulheres vestissem burcas" - porém ele tem a certeza lógica de que saia curta atrai estuprador. Se saia curta atrai estuprador e isso é lógico, então deveria ser lógico também que cobrir o corpo evita estuprador. Não? Se ele fizesse um trabalho de pesquisa antes de publicar - afinal diz-se colunista cultural, poderia talvez ter uma idéia melhor: mostrar ou não o corpo não cria nehuma situação ideal para violencia sexual, mas sim a idéia de superioridade de um sexo sobre o outro. Ah amigo, quando algumas pessoas pequenas acreditam ser superiores a outras a catástrofe é garantida. Lembrando que a maioria dos casos de violencia sexual acontecem dentro de casa ou em um círculo muito proxima: vizinhos e parentes. Se a maioria acontece em situações onde o agressor conhece a vitima e sabe quando atacar sem ser visto,tem o poder de controle da situação e enxerga "roupa de ficar em casa" como "roupa provocante"... Não tem comportamento santo que segure esta besta desenfreada. Se o vizinho acha que seu pau e exitação é maior que o ser humanos indefeso ao lado, esta é a motivação dele. A lógica dos casos de violência sexual não é de forma alguma a mesma lógica usada em relacionamentos HUMANOS onde uma pessoa é atraida pela outra. Já que chamamos estupradores de doentes, precisa-se entender o que uma mente doente "não-pensa" de diferente da nossa. O que mais atrai este doente é a vulnerabilidade da vitima, não a "sexibilidade". Se estiver vulnevável de moletom, vai ser vitima de moletom. Se estiver vulnerável de saia curta, vai ser uma vítima de saia curta.

O resultado da pesquisa não diz "quem é a favor do estupro", para esta estatística basta ver o índice de estupros e temos a resposta - que é bem preocupante. Mas o resultado mostra bem a lógica popular e a tolerência em relação ao assunto e a como estamos propensos a culpar a vítima. Mostra em forma de estatística o ambiente e cenário propício para violencia sexual aconteça. Vivemos no contexto cultural pefeito a favor da violencia sexual porque nossa cultura machista é uma fábrica de vender (até de graça) vulnerabilidade contra a mulher.

Dizem que o povo é burro (e se a gente ler comentários de artigos podemos dizer que sim), mas alguém discorda que "a ocasião faz o ladrão"?

Explico onde quero chegar com isso: você leu o que o estuprador do metro de SP explicou o que fez? "Infelizmente aconteceu", foi uma fatalidade. Não minto, veja você mesmo: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,desempregado-e-preso-por-estupro-na-estacao-luz-da-cptm,1141897,0.htm.  Até aquele dia infeliz do metro, ele não era estuprador e talvez até se considerava contra o estupro. Tão contra, e ainda é contra, que ele disse "que infelizmente aconteceu", deixando claro que ele sabe ou reconhece ser "uma coisa feia". Se não fosse a ocasião (do simples aperto do onibus?), não teriamos este ladrão. Se o IPEA perguntasse para ele um mes antes "mulheres que mostram o corpo merecem ser estupradas?" nós vamos pensar que ele responderia sim? E como identificar quem seriam estes "ladrões ocasionais" através de uma pesquisa? Ou quais seriam as mulheres/homens que diriam "mas também, com esta roupa?".

Uma sugestão desta outra pesquisa americana foi omitir palavras fortes como ESTUPRO para identificar estupradores - acredito que o IPEA pensou em algo parecido. Veja que interessante a mudança de resultado: http://www.upworthy.com/whoa-4-questions-that-got-120-rapists-to-admit-they-were-rapists-5

A pesquisa acima mostra que se perguntarmos se uma pessoa já estuprou ela provavelmente vai dizer que não. Mas se perguntarmos se ela "já teve que fazer algum tipo de força física ou pressão psicologica para que conseguisse efetivar uma relação sexual" a resposta pode ser sim. O que eu entendo disso é que, mesmo que ela grite que: não é a favor do estupro, se ela acredita que sexo se consegue usando a força física, ela tem potencial para ser um dado criminalistico. Só falta a ocasião certa.

Pesquisar com perguntas diretas resulta em respostas prontas e óbvias. Não sou especialista em questionários, mas é alo que notamos em nossa rotina. Na minha opinião deveriamos discutir "o porque" destas respostas, e não fazer uma campanha 'contra a pesquisa e contra as campanhas' (Aqui  me refiro a esta campanha que pede para mulheres levantarem a plaquinha "eu não mereço ser enganada pelo IPEA"- http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/29/estupro-machismo-culpa-levante-a-plaquinha-eu-nao-mereco-ser-enganada-pelo-ipea-e-mais-maioria-defende-pena-de-morte-ou-prisao-perpetua-a-estupradores/). Qual o sentido disso?

Ladrão nem sempre admite que é ladrão ou diz que é a favor de roubar. Ao contrário diz: "fazendo justiça com as proprias mãos", "desviando"... Mas não é ladrão!!!Quem leu o livro "Estação Carandiru" do Drauzio Varella vai notar que na prisão só tem discurso santo.
Não sei quantos estupradores se consideram estupradores, alguns podem dizer que "estava dando o que ela queria". Um comentário recente de um posto me deixou chocada: um usuário do facebook disse que estupradores eram MONSTROS e não homens, que nem deveriam ser considerados homens. E  que ele obviamente contra o estupro. Porém, este mesmo rapaz, depois de muito abrir a boca (e o teclado), disse que apoiava a sociedade patriarcal, alegando que o homem deve sim ser o provedor "e dar a mulher o que ela precisa, e não o que ela pensa que ela quer". Eu não sei as outras mulheres, mas eu estou bem interessada em saber quem são estas pessoas contra o estupro, porém "querem me dar o que eu acho que eu quero", e 'mudar de calçada' quando avistar uma.

Somos muito bons em camuflagem, enganamos a todos e a nós mesmos com isso. Me lembro quando o presidente Bill Clinton disse na corte que não teve relações sexuais na casa branca. Mais tarde, quando perguntaram precisamente se "aconteceu sexo oral", ai ele disse que SIM. Mas ele não fez sexo e não traiu sua mulher, apenas recebeu sexo oral. Nossa lingua nunca foi e nunca será um meio preciso. Toda palavra é carregada de significados e imagens e bagagem cultural que variam de pessoa para pessoa.

Essa lógica do que "mulher merece ser atacada" não diz somente sobre o ato sexual fisico em sí, tanto que mulheres responderam pergunta sobre mulheres - e sei que as que responderam a pesquisa não são a favor do estupro. A resposta da pergunta ajuda a mostrar o quanto que mulheres perdem o status de "ser humano complexo" e são reduzidas a objeto sexual por suas escolhas de comportamento e roupa. Isso é muito claro na pesquisa, é como se perguntassem: "você acha que mulheres que te lembrem sexo, de alguma forma, não merecem o mesmo respeito de mulheres assexuadas?".
A palavra usada foi MERECER, por isso acho a pesquisa foi muito válida. Quem "merece" geralemnte esta fazendo algo para conseguir seu objetivo, ou "está pedindo algo". Os 65% obtidos como resultado é tão real que explica também a maré de comentários onde se discute que "o protesto está sendo feito sem roupa para auto-promoção e likes". Os número só ficam questionáveis quando nos damos conta que a menina que postou a foto recebeu "ameaça virtual" de estupro pela sem-vergonhisse, então dsconfiamos que este número pode na verdade maior.

Todo mundo já ouviu o termo "objetificação". Poucos sabem identificar e é realmente dificil. Para isso acho que este vídeo explica de maneira muita clara, didática e até divertida (em inglês) o que é a objetificação sexual da mulher, como isso afeta o comportamento social e nossa alienação sobre ataques, assédioss. Em outras palavras, como tudo isso "incentiva o ladrão": http://www.upworthy.com/sexual-objectification-what-it-is-why-its-damaging-and-how-we-change?c=ufb2


Voltando a reportagem onde diz que o estuprador "acessava uma página que incentivavam que homens molestassem mulheres justamente na Linha7-Rubi". Depois de ver o  link acima e entender mais sobre objetificação, você percebe que esta página acessada é o menor dos nossos problemas. E se fossem apenas 'páginas estáticas' e mensagem diretas ao assunto, a coisa seria bem mais fácil de identificar e acabar com ela. Mas como resume bem este vídeo, a mídia oferece uma massiva variedade de imagens e mensagens favoráveis a este pensamento "mulher = sexo", "homem = ser humano complexo". Enquanto continuarmos mostrando e COMPRANDO A IDÉIA de que homem pode tudo e mulher serve o homem... Os indices não vão mudar. Homens pode comprar qualquer produto que vem na TV direcionados a ele e sair usando "todo gostosão". Vai a mulher tentar fazer o mesmo e comprar um vestido curto que a modelo super poderosa veste e exala glamour e sair na faculdade com ele: não vai exalar glamour. Moça, a propaganda te enganou. Moça, a novela te enganou. Moça, Hollywood the enganou. Moça, o IPEA é o menor dos seus problemas...

Ok, e porque eu resolvi dizer tudo isso? Semana passada vi uma convocação que pedia para que as mulheres fizessem uma campanha para mostrar a indignação da pesquisa onde 65% dos entrevistados, maioria mulher, disse que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", postando uma plaquinha "Eu não mereço ser estuprada" com ou sem blusa. Confesso que não gosto de protesto com peitos, exceto o "marcha das vadias" porque eu acho que neste faz sentido. Mas claro, não fiz nada. E para minha supresa os dias seguintes foi uma avalanche deste assunto. Então resolvi dizer aqui o que eu acho do protesto. Quanto aos protestos em geral, eu sou da mesma opinião do Mujica: sou simpática aos protestos, mas eles não mudam nada. Minha simpatia é especial porque, parafraseando Quintana: "os protestos não mudam o mundo. Quem muda o mundo são as pessoas. Os protestos só mudam as pessoas".

Este protesto não vai fazer o número de estupro diminuir nem avisar os estupradores que eles não são bem vindos. Mas já mudou muita gente... E trouxe a tona um assunto que é sempre discutido muito superficialmente ou totalmente ignorado por ter uma "importancia menor". Claro, com tantos problemas para discutir fica dificil dar prioridade a qualquer coisa. No quesito chamar atenção para este assunto, a campanha conquistou sim seu objetivo. Meus sinceros parabéns as mulheres que tiraram a blusa e posaram com uma plaquinha. Vocês provavelmente enfrentaram comentários e críticas parecidas com os que as primeiras mulheres que resolveram fazer topless escutaram. E ao contrário de muitas respostas machistas (idiotas) que vimos por ai, sobre o incontrolável instinto animal masculino, elas podem andar de topless e os homens nem olham mais...
Acredito que o topless não aumentou o indice de estupro - mas aqui é só meu palpite, para este tema em específico eu não tenho dados numéricos. Mas tenho que dizer que esta campanha em específico não foi apropriada para fazer sem blusa, não temos contexto suficiente para isso. Não foi apropriada para esta cultura machista de merda que temos (desculpa, moça).

Eu não tenho a mesma coragem delas - eu faço textos longos que ninguém lê. Mas que não entendam a falta da minha foto na campanha como "não sei do que elas estão falando - todo mundo é contra esturpo". Nunca fui estuprada, porém citando apenas de algumas situações de transporte publico dá pra notar que é uma questão de SORTE: Já fui perseguida no metro, tive que sair correndo a estação inteira para despistar o sujeito, que nem escondia estar atrás de mim, pelo contrário, olhava malicioso e vinha chegando perto quando eu ia mais longe. Já peguei onibus de viagem onde o cara do meu lado disfarçadamente se masturbava (não quis dar escandalo, nem acusar o mesmo, porque obviamente ele iria negar e eu saria 'a louca do busão' - o onibus estava lotado, não dava pra trocar de lugar - e então coloquei minha sandádia entre os bancos para que ele não encontasse em mim e viajei uma hora com ele do meu lado). Já sentei na ultima poltrona de um onibus quase vazio e ganhei a companhia de um assediador tarado e babaca que queria que eu mostrasse meus pés pra ele. Já dormi num onibus de viagem e acordei com uma mão gelada de um adolescente que passava a mão no meu rosto pelo vão do banco, sentado no banco de trás. Passar mão na bunda e no peito no meio do metro apertado ou numa balada eu quase que "desencanei de ficar brava". Doo um pedaço do meu corpo coberto para alguns segundos de prazer do próximo, por caridade desta pobre alma infeliz que precisa apalpar uma bunda para satisfazer suas necessidades pessoais. Tenho dó. Mas tenho medo também, toda mulher sabe que se xingar o cara que passou a mão na bunda ele vai te xingar de vadia. Ainda bem que só ando de carro agora. Só rezo para que nada aconteça quando fura o pneu na estrada, principalmente a noite. aproveito para acrescentar, para quem se importa com o dado, que em nenhuma das situações eu vestia algo "que mostrava mais".

Desta lista de não-estupradores-anonimos citados acima, será que eles responderiam a pesquisa dizendo que concorda que "uma mulher gostosa ou não, de jeans e camiseta merece ser estuprada".

...Mas porque acontece tanto estupro se ninguém é a favor?

quarta-feira, março 05, 2014

... Qual é o nome do filme?

Parte I

eu sou um criador de ovelhas.
como criador, sei exatamente como é o comportamento das ovelhas.
Para testar o quanto eu sei,eu coloco uma uma ração especial perto delas e digo para elas não comerem (mesmo sabendo de antemão que elas vão comer, afinal como criador eu sei tudo sobre ovelhas).
as ovelhas comem, como eu já sabia q ia acontecer.
então eu decido matar as ovelhas desobedientes afogadas... e sigo punindo os descendentes das ovelhas sobreviventes por todo o sempre por causa disso.
Mas exijo amor e gratidão eterna por parte delas, q não têm a permissão de procurar outro criador pois eu sou o melhor criador que elas podem ter.

Parte II (mais dicas)

A coisa no pasto começa a sair do controle de novo, então eu mesmo engravido uma das ovelhas.
Espero o filhote, q é meio criador, meio ovelha, crescer.
As outras ovelhas o acham diferente demais e como eu sabia de antemão, institivamente o rejeitam por causa disso.
Depois torturam brutalmente esse filhote até a morte.
Ai conto que o filhote aberração era meu filho, penduro o cadáver torturado no centro do pasto pra q elas elas possam se arrepender do que fizeram e nunca se esqueçam disso.
E mando uns enviados dizer que se procurarem outro pastor o fim será parecido

????

Advinhou?!?!

Créditos - ET

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

O machismo me deu bolas...

Introdução: Como mulher honesta que me tornei, não posso deixar de agradecer o machismo por ter me tornado uma pessoa mais interessante durante minha adolescencia e talvez vida adulta também. Quando atualmente tentei defender o feminismo, ouvi reclamações de meninos dizendo que mulheres se beneficiam do machismo, e eles não se consideravam machistas e reclamavam que viam muita "mulher machista" que exigiam deles um cavalheirismo desigual. Eu acreditava piamente que eu não fazia parte deste grupo, afinal eu pago minhas contas e tenho minha independência. Porém, colocando a mão na consciência, venho aqui me redimir. Tirei muita vantagem, mas esta longe de ser esta vantagem que estes caras acham que é, é muito mais discreta.



O machismo me incentivou ser uma menina mais culta para não deixar que os meninos tenham razão quando dizem que as mulheres só sabem falar sobre roupas, maquiagem e que não entendem de futebol. Me incentivou a conhecer outros assuntos, se possível mais que os meninos, para que eu não gagueje em uma conversa sobre "coisas nerds", tecnologia, futebol, música, matemática, política e ciência. O machismo não me deixa vacilar, não quero dar a eles um argumento numérico para provar que assunto que mulher domina é restrito aos produtos femininos, que elas não fazem parte  - porque não tiveram capacidade para fazer parte - da histórica política e científica no mundo, contribuindo com uma boa representação feminina.

O machismo me ajudou a buscar uma excelente carreirra, me incentivou a disputar meu salário com meu parceiro para mostrar economicamente que mulher pode ter poder economico e administrar uma familia financeiramente. Caso meu salário não fosse comparável ao do meu parceiro, eu correria o risco de ser uma dona de casa maria-nugém da Silva dependente do marido - e dependente é o adjetivo mais vergonhoso que uma pessoa pode carregar. Este patriarca exigente cobra dos dois lados: do lado do homem, que seja provedor e responsável finceiro; E do lado da mulher, que que não quer ser chama de "maria-niguém", supere o provedor e continue com os deveres de maria depois do expediente. Porque o machismo mostra esta relação como dominante x dependente, não como uma relação de colaboradores de uma mesma família.

O machismo me fez curtir balada talvez melhor que os homens. Não precisava ter iniciativa, era só ficar lá gostosona esperando os meninos chegarem e exigir criatividade na cantada. Exigir beleza. Exigir que não fale muito para não estragar a sensualidade. E quando eu tinha alguma iniciativa, os mais coxinhas, ou seja, os meninos que não me interessavam, poderiam me achar muito "saidinha para uma menina". Os mais interesssantes adoravam, eu eu ganhava pontos por simplesmente fazer, digamos, a mesma "obrigação" que o outro lado tem de "dar a cara a tapa". Esta cultura macho-alfa me facilitou muito o dividir "o joio do trigo".

O machismo também me deu bolas e o feminismo encheu o meu saco. Nas minhas atitudes mais corajosas, eu era admirada como "muito macho" para fazer. Se eu queria humilhar um amigo e ridicularizar seus sentimentos, era só dizer a ele "quanto mulherzinha" ele estava sendo. Ninguém gosta de ser chamado de mulher-zinha. E quando eu queria dizer algo mais frouxo e algum amigo me recriminasse, respondia que "eu posso ser gay, você não". As vezes o machismo me permitia até me fingir de louca ou de muito burra, desde que no final eu emendasse com o argumento que "isso era coisa de mulher". Todo mundo perdoa erro, desde que você atribua isso a espécie correta. Se o machismo tem suas regras, eu as seguia muito bem!

O machismo me fez ganhar muita moral de meninos quando dizia que "não fazia coisas de menina... E as mulheres tem o que elas merecem". Que gostava de jogar futebol, gostava de rock, não fazia as unhas, não era consumista e não sabia o que estava na moda. No machismo as pessoas são caricaturas de hoemns e mulheres, então foi fácil: era só se comportar no conceito oposto desta caritura de "o que a mulher representa no mundo machist"' que os meninos me colocavam num pedestal e me veneravam incansavelmente. Neste pedestal, todas as criticas contra mulher não se aplicam mais à você, afinal agora você não mais considerada mulher, você virou a musa da exceção. Não se irrite com piadinhas mahcistas porque elas não se aplicam a você: só as outras mulheres.

O machismo me fez me aproximar muito mais dos meninos, que não tendos os requisitos de macho-alfa eram marginalizados. Eles eram mais empáticos (porque sensível é coisa de homem efeminado) e mais inteligentes que os demais. As mulheres que aparecem na televisão, novela, propaganda e filme porno nunca desejam estes meninos normais, alternativos ou nerds. Então eu vestia minha camisa do "eu também odeio mulheres, são todas fúteis e gostam de homens cafajestes" e corria pro abraço deles. Obrigada machismo, foram tantos abraços apertados, desabafos e conversas de sentimentos sinceros. E sim, era real que eu també odiava "as mulheres", sem saber que odiava as mulheres que o universo machista criou, e não as mulheres reais. Estas mulheres que só falavam de roupa, que criticavam meu estilo e perguntavam porque eu não fazia a unha. O machismo é um odiador das mulheres. E eu odiava junto com a mesma intensidade e cumplicidade deles.


Obrigada, machismo, pela cartilha de como ser uma pessoa melhor e menos sexy, e convencer os meninos acreditarem que eu era diferente, por ser um ser humano inseguro igual a eles. Ganhei doces, bilhetes e gentilezas pelo bom comportamento... mas ainda sei que os agrados que o machismo me deu foi pra tentar me comer.

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Dai a César o que é de César...

Não sei exatamente, mas em quase todo grande tema polêmico há também uma grande falta de foco no tema e muitas emoções pessoais em torno do que não é foco. Estatisticamente falando, acredito que a forma de conduzir um assunto é um fator contribuinte para que as polemicas nasçam e cresçam fortes. Mas vamos analisar se isso é verdade...

"O tema polêmico" x "O que as pessoas estão realmente discutindo?"

- Direitos Humanos
Aqui na verdade se discute: "todos os seres humanos tem o direito de ter 'direitos humanos'".Também é muito discutido se vingança pode ou não anular os direitos humanos. Este tema sempre vem a tona quando todo o sistema penal, sistema educativo, sistema de segurança e toda burocracia e falta de eficiencia dos sistemas envolvidos não funciona, mas os simples e objetivos direitos humanos funcionam - e infelizmente só são ouvidos ou tem o poder da palavra nestas situações de manutenção, mas voz ativa para definir outras não...


- Estado Laico
Só existe polemica aqui porque a maioria dos crentes não sabem o significado de laico. Além do problema cultural, para quem passa a vida toda sendo observado por um deus - e acostumados a pensar que todos acreditam nisso - tirar um crucifixo de um local significa que agora estas pessoas não tem o que temer e vão fazer barbaridade, porque "Deus não ta vendo". Além do mais, estas mesmas pessoas acham que deus estaria perdendo espaço (como se um ser tão grande e ultra-fodastico como ele corresse este risco). No fim, 'os contras' acham que Deus é tipo uma fada... Se as pessoas pararem de acreditar/ter fé/pregar a palavra dele, espalhar crucifixo... ele morre.

- Casamento Gay
Realmente não sei porque é polêmico! Homofobia? Povo discute se acha homosexualismo aceitável ou não, geralmente isso está muito ligado a religião pessoal - aliás, como método educativo, sempre que falarmos religião deveríamos incluir "pessoal" depois. Falta perceber que mesmo a mesma religião é praticada, vista e seguida diferente por cada integrante (o que mais tem nobraisl é catolico não praticante, que usa camisinha, divorcia, etc).

- Descriminização do Aborto
Quando começa com a stupid question: "contra ou a favor" do aborto. A abordagem deveria ser: você acha que independente da condição fisica, financeira e psicologica da pessoa que tem utero, assim sendo, passível de engravidar, caso queira interromper a gestação do feto ela deveria ser imediatamente presa, pois ela representa perigo para o convívio social? sim ou não? Porque quem responder sim para esta pergunta, vai parecer um monstro (pelo menos pra mim). Ao passo que  estas pessoas parecem bondade pura quando respondem esta pergunta dizendo "eu sou contra o aborto" - quando ninguém perguntou sua opinião.

- Feminismo
Feminismo é luta para igualdade da mulher, não superioridade. E não se mede apenas com salário e inscrição em universidade. Representação política, social e na mídia deveriam ser considerados indicadores também. Aqui só se discute que: homem também tem problemas com machismo, que mulheres tb são machistas e homens dizem que igaldade social é mimimimi.. que o bom é ser mulher e ter privilegios.

- Politica
Aqui é jogo do timão x parmera! Se torce pra um partido e tenta fazer que tudo de ruim seja relacionado exclusivamente ao outro. Assim como futebol, algumas pessoas realmente sabem o histórico do time e por isso torcem com convicção, justamente por isso querem seu voto. Acho louvável. O ruim é que como futebol, usamos o lado emotivo pra torcer e torcemos o nariz quando há falhas no nosso time, ao invés de ser cidadão antes de tudo e "torcer pelo futebol como arte".


Sobre leis: Estado laico, casamento gay e aborto.

Abordagem polêmica: Parece que, relacionados a estes temas, sempre está em discussão uma "lei de incentivo" ou invés de uma "lei de proteção". E como se "as leis dos homens anulassem as leis de Deus". Se a gente fizer valer um estado laico, então as pessoas vão tomar decisões atéias (hein?). Casamento gay destroi familias.. Porque depois de aprovado o casamento, todo mundo vai querer ser gay e não vai sobrar família 'normal'. Se liberar o aborto ninguém mais vai usar camisinha, vão tirar o bebê e pronto: claro, porque "é muito mais facil abortar do que prevenir" - como se não fosse traumático pra 'mãe-assasina'.

Na mesma lógica do incentivo, a lei 'maria da penha', deve estar tendo como efeito colateral a mulherada toda fazendo pirraça até acabar com a paciencia do marido - e ele pobre coitado nem pode revidar. Será que quando criaram a lei de cela especial para graduados ninguém levantou a bandeira "isso vai incetivar os diplomados a cometerem crime!!! e a clonar diploma!". Porque como vemos hoje (sic), depois desta lei o indice de homicidio entre graduados aumentou 89%. e muita gente foi atrás do diploma só pra poder cometer crime e usufruir de uma pena mais leve - caso seja pego (sic).

Se estas duas leis não foram polêmicos é porque não tinham um componente "de ouro" que transforma a discussao em "assunto sagrado" e portanto "polemico" - e cá pra nós, menos tolerante ao próximo: religião. "Deus no coração" não anda trazendo a paz pregada por estes crentes - muito menos benefícios para harmonia social e um mundo melhor. Parecem que se esqueceram do que Jesus disse: "Dai a César o que é de César". Deus não que ser envolvido nisso, deixa o cara em paz, lá no céu. Se ele quisesse interfirir nas leis dos homens a tábua de moises teria muito mais que 10 mandamentos....

Dois e três dígitos

Chegou o IPVA, apenas 2 dígitos: US$ 35. Uma parcela.

Brasil chora.

Chegou a conta do gás (aquecimento e chuveiro), 3 dígitos. US$ 150. Gasto mensal.

Brasil ri.

#Sambamos

sábado, fevereiro 15, 2014

Biscoito da sorte

"Se seu inimigo é de uma ídole muito ruim, pense nele todos os dias. Isso te ajudará a ser uma pessoa mellhor e garantir seu lugar no céu, bem longe daquele filho da p... "

Sorte do dia

"Nos Estados Unidos , comida é muito barato. Consigo suprir 100% do valor diário recomendado de gordura saturada gastando apenas 1 dollar".

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Vai cuidar do seu umbigo!

Desenvolvedores de aplicativos de celular de plantão, tenho uma idéia e gostaria de doá-la a vocês - mas caso vc fique rico com ela, aceito uma gorjeta de 1% do lucro (pra fazer caridade).
Por favor, criem um aplicativo "Cuide do seu umbigo!", pras pessoas baixarem e cuidarem de seus próprios umbigos, e não importunarem as outras.

Já pensei em todas as funcionalidades: 
  • Um desenho de um umbigo - foto é muito dramática. Para ser tipo seu "umbigo virtual", tamagoshi.
  • Compartilhamento e divulgação fácil do aplicativo, de preferencia pelo facebook: para você enviar como presente para pessoas que precisem cuidar de seu próprio umbigo. "Ae camarada, tenho um presente que vc pode não curtir mas é bem útil.. segue o link!"
  • As pessoas que cuidam bem do seu umbigo podem receber nota para isso e publicar no facebook tb, para quando discutirem com alguém poderem argumentar: "eu cuido do meu umbigo, olha só". desta forma saberemos quem cuida do próprio umbigo e quem não cuida.
  • Umbigo junta sujeira, farelos.. é preciso limpar sempre!
  • É preciso dar banho e lavar o umbigo!
  • Umbigo também gosta de brincar, brinque com seu umbigo ou com o umbigo dos outros colocando a boca e assoprando (que nome tem isso?), como fazemos com criança pra fazer barulho. Umbigo gosta! Faça um umbigo feliz. BRRRHHHUUUUU!!!
  • Adote o umbigo de alguém, se ele permitir... Assim vc pode cuidar do umbigo de outra pessoa com a permissão dela por escrito. Tem cois amelhro que isso?!
  • Compartilhamento no instagram: vc pode tirar fotos do seu umbigo curtindo muito suas viagens, bares e afins! Afinal seu umbigo é descolado e tem instagram! :)
Quando entrar numa discussão com alguém e este alguém mandar vc cuidar da sua vida, mostre a ele que seu umbigo esta limpo e feliz, que vc esta fazendo sua parte e deixe seus amigos sem argumento!
=]